dia-a-dia das finanças do condomínio pode ser uma tarefa enorme, dependendo do tamanho do

empreendimento.

Afinal, são diversos pagamentos e recebimentos do condomínio. Boletos recebidos, em dia e em atraso,

salário de funcionários, encargos, contratos de manutenção.

Tudo isso deve ser pago em dia. Os recebimentos também devem ser acompanhados de perto.

Por isso, a organização da movimentação bancária é crucial para a saúde financeira do condomínio.

Afinal, se algo sai da conta e ninguém sabe responder o que foi aquele pagamento, a transparência da

gestão pode ficar seriamente comprometida. 

Como organizar a conta do condomínio?

CONVENÇÃO:

Para a professora do curso de administração condominial e especialista em condomínios Rosely Schwartz,

primeiro passo é consultar a convenção do empreendimento para saber se há, ali, alguma determinação.

“Há convenções omissas sobre o tema, outras delegam essa função apenas ao síndico.

Em outras, ainda, constam que um conselheiro ou dois devem participar dessa função.

Há também convenções que determinam que certas funções devem ser repassadas à

empresa administradora”, explica. 

ACOMPANHAMENTO:

Além de seguir a convenção, é importante também acompanhar, principalmente se é um terceiro, seja 

síndico

profissional ou a administradora, quem faz essa movimentação. (veja no final dessa matéria como os

sistemas online de gestão condominial podem ajudar no acompanhamento)

“Saber se o saldo bancário bate com o saldo contábil é fundamental para se

ter a certeza que as contas do mês estão fechando conforme a previsão

orçamentária”, ressalta ela. 

Esse acompanhamento deve ser feito pelos conselheiros e moradores, pelo menos semanalmente.

CONTA CORRENTE:

Outro ponto importante sobre a conta do condomínio é que a mesma não deve estar em nome do síndico, 

e sim do empreendimento.

Quem deve movimentar a conta do condomínio?

ADMINISTRADORA: Geralmente, essa atribuição é da administradora do condomínio. É a empresa parceira

quem cuida dos pagamentos e recebimentos do empreendimento.

“É importante que esse tipo de informação esteja bem clara no contrato de

prestação de serviços, assim, é possível ter uma boa base para tirar qualquer

dúvida no futuro”, argumenta Gabriel Karpat, diretor da administradora Karpat.

SÍNDICO: Caso não conte com uma empresa do tipo, essa movimentação pode ser feita pelo síndico e

acompanhada por um conselheiro.

“Nesse caso, o conselheiro deve realmente estar a par do que acontece com a

movimentação do condomínio, deve ser uma pessoa que consiga fazer esse

acompanhamento de perto”, ressalta Rosely.

SÍNDICO PROFISSIONAL: Caso a gestão seja feita por um profissional, o papel do conselho passa a ser

ainda mais importante no acompanhamento das contas, já que não é papel da administradora checar os

feitos do síndico profissional. 

“Nesse caso, o indicado é que haja uma atuação próxima do conselho, que deve

ser atuante, para evitar problemas futuros. Se não houver essa possibilidade, o

condomínio pode contratar um serviço de auditoria, que irá fazer esse papel”,

finaliza Rosely.

Quem é responsável pela assinatura dos cheques do condomínio?

A rigor, o responsável por isso é o síndico. Há, porém, três formas de se organizar a assinaturas dos cheques

  1. Conta própria e síndico disponível: é o gestor quem assina todos os cheques.“Nesse caso, é importante que o gestor esteja disponível para essa tarefa, já que são diversos os pagamentos a serem feitos”, assinala o síndico profissional Nilton Savieto. 
  2. Conta própria com síndico pouco disponível: gestor e administradora dividem essa atribuição.“O síndico passa para a administradora a responsabilidade da movimentação das contas do dia-a-dia, dos gastos ordinários”, explica ele. 
  3. Quando há conta pool: não há cheques para o condomínio, quem assina os pagamentos é a administradora.“Fica difícil para o síndico comum ter disponibilidade para pagar todas as contas. Às vezes chega algo inesperado, o resultado de uma ação judicial, por exemplo, e ele está viajando, ou não consegue pagar, ou mesmo é muito ocupado para cuidar dessa parte do cotidiano do condomínio. Por isso, geralmente é a administradora quem cuida desses pagamentos”, explica José Roberto Graiche, diretor da administradora Graiche.

Conta pool ou conta própria?

A conta pool é uma prática comum e foi uma forma das grandes administradoras conseguirem administrar

centenas de condomínios usando uma conta, apenas. A mesma fica no CNPJ da administradora.

Como vantagem, esse tipo de conta permite a redução de gastos com taxas bancárias, desburocratização e 

agilidade operacional por parte da administradora.

“É uma conta universal que arrecada recursos de todos seus clientes e depois

promove os repasses/pagamentos devidos. Pode parecer confuso, mas a

administradora mantém o controle financeiro de tudo que entra e sai da conta.

Esse tipo de conta facilita o manuseio dos recursos pela administradora e reduz

os custos bancários, mas, por outro lado, se a administradora não for competente

ou idônea, facilita fraudes e confusão de receitas e pagamentos”, alerta o

advogado especialista em condomínios André Luiz Junqueira.

Já a conta própria, também denominada de vinculada, é uma conta separada, do próprio condomínio, 

com o CNPJ do mesmo.

“Prefiro esse tipo de conta por acreditar que dá mais transparência à gestão.

É possível tirar um extrato bancário da movimentação do mês e disponibilizar

para aquela comunidade, o que não é possível fazer com a conta pool, onde é

a administradora quem elabora esse demonstrativo, e não o banco”, pesa Rosely

Schwartz.

Aplicações financeiras com o dinheiro do condomínio

Quando o condomínio se propuser a fazer arrecadações extras para grandes obras, décimo terceiro salário

de funcionários, o ideal é que esse dinheiro não fique na conta do dia-a-dia do condomínio. 

“Transferir esse dinheiro para uma outra conta é melhor, pois evita que se

misture com os pagamentos do dia-a-dia e que ele acabe sendo gasto com isso”,

aponta Nilton Savieto.

No caso de aplicação do dinheiro do condomínio, é importante aprovar em assembleia esse tipo de

procedimento.

“Desde que não haja impedimento na convenção, qualquer tipo de aplicação

financeira deve ser aprovada em assembleia (maioria simples). A única

exceção é a poupança se esta for vinculada à conta corrente já existente

no condomínio, tendo em vista que o risco da aplicação é praticamente nulo”,

ensina André Junqueira.

Também vale ressaltar que o síndico não deve fazer aplicações com o dinheiro do condomínio em seu nome, retirando os fundos da conta.

“Uma vez isso aconteceu com cliente. A síndica havia retirado um montante

considerável da conta-poupança do condomínio para investir no seu banco de

preferência, com o seu CPF. Quando alertei que esse procedimento era

inadequado, ela devolveu o dinheiro à conta, porém sem devolver ganhos

obtidos. O argumento era que no seu banco, investido daquela forma, o

dinheiro renderia mais. Porém, esse tipo de prática não ajuda na

transparência da gestão do condomínio”, relata Rosely. 

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